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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Indomada - 4º Livro da série House Of Night!!!

A vida se complica quando seus amigos estão furiosos com você. Basta perguntar a Zoey. Ela se tornou uma especialista no assunto. Mas mesmo rejeitada, ela não os culpa, sabe que é apenas uma consequência de seus próprios atos.
Neste quarto livro da série House of Night, Aphrodite tem novas visões sangrentas, que incluem uma grande guerra entre vampiros e humanos, liderada por Neferet, e a morte de Zoey.
As mudanças ocorrem tão rápido que parece que toda a lógica desapareceu do mundo. Lealdades são testadas, intenções verdadeiras e chocantes vêm à luz, e um antigo mal desperta. Zoey sente que deve mudar o curso das coisas, mas ninguém parece ouvi-la.



Editora: Novo Século

  • Autor: P.C. CAST
  • ISBN: 9788576793014
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2010
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 368
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

  • Valor: R$ 31,90

    Em pré-venda no submarino!

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    quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

    Comissão de Frente da Unidos da Tijuca



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    Carnaval... descansando.

    Enquanto todos curtem festas fora da cidade, aproveito para curtir, repousar e sorrir em casa com o David. (coisa difícil de se fazer depois que retornei ao trabalho).


    Deus preparou tudo para que fossem dias deliciosos, com os jogos de inverno, os desfiles das escolas de samba, chuvas e uma perfeita sintonia de sonos. ^^



    Estou na fase 'ausente' do blog, raros posts no mês, pesquisas e notícias. Nunca sei quando essa fase será duradoura ou não... Creio que até ser convocada em um concurso, serei pouco frequente.


    Satisfeita com a vitória da Unidos da Tijuca, me encantei com a comissão de frente! ^^

    Tentando me controlar para não comprar mais mangás enquanto não termino os que comprei no Sana Fest (que, por sinal, foi maravilhoso!), aguardando o 'Símbolo Perdido' de Dan Brown (que chegará entre quinta e segunda), e meio impaciente com a publicação da série 'House of Night', já que o 4º livro ainda não saiu por aqui e estou tendo que ler em uma tela.



    Infelizmente, não poderei ler nenhum deles, nem estudar o que gosto. Preciso ir ao Marketing II e aos Tópicos de Administração Contemporânea. (Saco!)

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    sábado, 13 de fevereiro de 2010

    Idas e Vindas do Amor

    Valentine's Day

    Gênero: Comédia Romântica
    Duração: 90min
    Origem: EUA
    Estréia: EUA - 12 de fevereiro de 2010
    Estréia: Brasil - 19 de fevereiro de 2010
    Estúdio: Warner Bros.
    Direção: Garry Marshall
    Roteiro: Katherine Fugate
    Produção: Mike Karz, Wayne Allan Rice , Josie Rosen

    O filme lida com o casual entrelaçamento de várias histórias que ocorrem ao longo do Dia dos Namorados em uma interseção em Los Angeles.



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    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

    BC lança nova família de notas do real em tamanhos diferentes

    O Banco Central lança nesta quarta-feira a segunda família de cédulas do real. As novas notas mantiveram as mesmas cores das antigas e os mesmos animais. Os tamanhos serão diferentes, a de R$ 2 é a menor, a de R$ 5 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro.

    A nova série de notas entrará em circulação gradualmente até 2012, mas as notas em circulação continuarão a valer até a substituição integral.


    Divulgação

    A frente da cédula, porém, está visualmente mais limpa, mantida a efígie da República. A cédula ganhou, do lado direito, uma faixa com o valor da nota escrito e, do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal - a nota de R$ 100, por exemplo, que tem uma garoupa verso, ganhou na frente figuras que remetem ao mar.

    No verso, as figuras de animais foram modificadas e estão agora na horizontal. A nota de R$ 50, por exemplo, traz a mesma figura da onça pintada, agora deitada sobre uma pedra.

    As notas ganharam também novos itens de segurança. As notas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular já no primeiro semestre. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, darão entrevista coletiva às 12h para explicar as mudanças.

    Fonte: Folha OnLine


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    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

    Apple lança tablet e esquenta disputa no mercado de e-books



    Amazon é a principal rival da empresa neste mercado

    O duelo hi-tech do momento terá mais um round hoje, quando a Apple deverá anunciar seu tablet – um novo tipo de computador portátil. Apple e Amazon disputam corações e mentes de editoras, escritores e leitores no mercado de livros digitais, ou e-books. Hoje, a Amazon responde por mais de 70% das vendas de leitores digitais (e-readers). O tablet da Apple será um aparelho bem mais versátil do que o Kindle – e também mais caro, mas vai dar acesso a livros, jornais e outras publicações, para clientes da App Store do iTunes.

    No dia 14, a Amazon antecipou-se ao anúncio da Apple e divulgou a abertura do Kindle a desenvolvedores externos de software. Assim, qualquer um poderá criar aplicativos para o aparelho – programas como os usados nos telefones celulares. Ao criar conteúdo para Kindle, programadores terão direito a 70% do faturamento com as vendas, descontados os custos de distribuição. Editoras também podem criar e vender softwares para o Kindle.

    – Acho ótimo o que está acontecendo. Quanto mais gente vendendo livros, em qualquer formato, melhor – diz Richard Charkin, diretor executivo da Bloomsbury Publishing em Londres.

    Estimular a briga entre as gigantes de tecnologia não garantirá vida fácil para o mercado editorial. Ao sair das garras de Jeff Bezos, presidente da Amazon, cairão nas de Steve Jobs, da Apple, também conhecido por ser um executivo duro – a política de preços da companhia para vender músicas em sua loja digital arrepia as gravadoras.

    Os aparelhos da Amazon e da Apple são diferentes. O Kindle é um equipamento para ler. Sua bateria tem longa duração e a tela não cansa os olhos. Para os adeptos do tablet da Apple, jogar videogame e assistir a vídeos será mais importante do que ler.

    Mesmo assim, executivos da empresa de Steve Jobs passaram a última semana em Nova York conversando com representantes de grandes editoras. Teriam proposto um acordo mais vantajoso do que o da Amazon para distribuir e-books, no qual a Apple ficaria com uma comissão de 30%. Os editores, porém, definiriam o preço dos livros – um dos maiores problemas da relação com a Amazon, que fixa um preço de venda de US$ 9,99 para a maioria dos lançamentos.

    A entrada do tablet da Apple no mercado de e-books dá às editoras a esperança de conseguir negociar melhor com a Amazon. Expectativa que será maior quando o Google também entrar na briga.

    – Quanto mais empresas venderem e-books, mais importantes serão as editoras – afirma Mike Shatzkin, executivo-chefe da Idealog, que ajuda editores a desenvolver estratégias digitais.

    Lançamentos temperam disputa

    > Antecipando-se ao novo aparelho da Apple, a Amazon liberou qualquer programador a desenvolver aplicativos para o Kindle. A empresa espera que os programadores criem calculadoras, sistemas de acompanhamento da bolsa de valores ou joguinhos simples.

    > A Amazon também acha que uma nova variedade de e-books surgirá, como livros de viagens com a função “localizar” e guias de restaurantes adaptados ao local onde o Kindle está. Surgirão também livros-texto com “quizzes” interativos e romances que combinem texto e áudio.

    > O tablet da Apple (acima) será “mais multimídia” e deverá ser usado para jogar videogames e assistir a vídeos. Mas a Apple trabalha em acordos para oferecer conteúdo de livros, jornais e outras publicações pela loja App Store do iTunes.


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    segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

    Metallica no Brasil!!!

    Abaixo, a reportagem transmitida pelo Fantástico, na íntegra. (Estou p... por não poder ir dessa vez, irei em breve, onde quer que seja... ).

    A banda que viveu o céu e o inferno do rock volta ao Brasil, depois de 11 anos: Metallica. O Fantástico foi até Lima, no Peru, conferir de perto como vão ser os shows no Brasil.

    A maior banda de heavy metal do planeta está de volta. E o Fantástico foi a Lima, capital do Peru, para antecipar como serão os shows do Metallica em Porto Alegre e São Paulo, esta semana, depois de 11 anos de espera.

    Ser fã de heavy metal é ser que nem aqueles torcedores fanáticos por futebol: é uma relação com o time, ou com a banda, que ultrapassa os limites da razão.

    “Ver o Metallica no Peru não tem preço”, diz um fã. “É o melhor do melhor”.

    A banda, criada no início dos anos 80, não perde espaço, como conta um fã das antigas, já um tiozinho. “Tenho um sobrinho de 18 anos e outro de 14 que adoram Metallica”, diz ele.

    A mega turnê passou por mais de 120 países. Nós estamos onde milhares de metaleiros adorariam estar. Depois de quase três décadas na estrada, muitas brigas, drogas e rock and roll pesado, o Metallica continua vivo, conquistando milhões pelo mundo com o magnetismo da morte. “Death Magnetic” é o nome do álbum mais recente.

    “O ímã tem um lado que atrai e outro que repele”, explica o vocalista, James Hetfield. “Assim como algumas pessoas têm medo da morte e acham que podem controlar tudo, outras se sentem atraídas por ela”.

    Hetfield, que também compõe as letras, diz que se inspirou no destino trágico de alguns astros do rock, como Layne Staley, o líder do Alice in Chains, morto por overdose há oito anos.

    “Eu queria entender por que eles foram tão longe e falar do mito do rock, de que é preciso estar drogado ou bêbado para ser criativo. Isso é uma loucura, uma tristeza”, afirma. O próprio James assume que ainda está se recuperando do alcoolismo. “Estou fazendo o melhor que posso. Não tem cura”.

    O cantor, sempre tão cheio de atitude no palco, revela um lado frágil. “Eu era uma criança calada, tímida. Odiava falar. Odiava me comunicar com as pessoas. Mas me comunicar é exatamente o que eu faço hoje, com a música”, conta.

    O Metallica estourou para o grande público em 91, com o clássico “Álbum Preto”. Na época, a banda chegou a ser criticada por ter se rendido ao pop. Nas James rebate: “Sim, nós queríamos vender muito, nós queríamos ver o disco do Metallica nas mãos de todo mundo. Se você está em uma banda e não deseja isso, tem algo de errado.”

    Depois de ganhar fama e dinheiro, o Metallica quase acabou. Primeiro, liderou uma luta contra o acesso grátis a músicas pela internet, uma campanha vista como antipática e que abalou a popularidade da banda. Depois, a saída do baixista Jason Newsted precipitou uma crise criativa e uma batalha de egos, retratadas no documentário “Some kind of monster”.

    James e o baterista Lars Ulrich brigavam o tempo todo. Em 2003, no auge das brigas internas, o Metallica cancelou um show no Brasil. Pergunto por que levou tanto tempo para eles voltarem. Hetfield responde que não era a hora certa: “Não seria um show 110%, como a gente gostaria. Agora sim, estamos aqui para isso. O relógio do Metallica é muito lento para fazer discos, turnês, qualquer coisa”.

    E o que os brasileiros podem esperar? Um espetáculo repleto de sucessos, James garante: “Em um show ao ar livre, em pleno verão, dá vontade tocar as músicas que o público ama. Nossa missão é fazer o máximo de pessoas suar, sorrir e perder a voz, no mundo inteiro”.


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    domingo, 24 de janeiro de 2010

    para sempre - os imortais (Alyson Noël)

    Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida... e apaixonada.

    Li apenas o começo (nas americanas... hehehe), e o livro parece empolgante. ^^
    Espero mesmo que seja, já que estou terminando 'Escolhida' e quero esperar o 4º livro de 'House of Night' ser lançado no Brasil para continuar (ao invés de ler no tablet).
    Pelo que vi, em 'para sempre' a linguagem usada é bem jovial...


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    segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

    25 anos do Rock in Rio e possível retorno do evento ao Brasil

    Intuição, ilusão e desafio são algumas das palavras utilizadas pelo publicitário e empresário Roberto Medina para, 25 anos depois, descrever o que ficou conhecido como o maior festival de música do Brasil e um dos maiores do mundo: o Rock in Rio.

    “Pensando bem, foi uma maluquice mesmo”, reconhece o idealizador do evento, que entre 11 e 20 de janeiro de 1985 reuniu 1,38 milhão de pessoas na Cidade do Rock, construída em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, especialmente para abrigar o festival.

    “Era uma época de transição entre o governo militar e a democracia, um momento em que a juventude queria ir para a rua. Eu, como empresário de comunicação, achava que seria bom tentar ajudar nesse sentido, mostrar a cara do Brasil. O festival nasceu a partir disso”, relembra Medina.

    De lá para cá, o Rock in Rio foi realizado mais duas vezes no Brasil (em 1991 e 2001) e ganhou cinco edições internacionais - três em Lisboa (2004, 2006 e 2008) e duas em Madri (2006 e 2008). As capitais portuguesa e espanhola, aliás, vão receber o festival mais uma vez em maio e junho deste ano.

    Mas quando o Rock in Rio voltará para a terra natal? “Acho que pode acontecer no final de 2011. Tomei essa decisão há um mês. Estamos debatendo a ideia. Mas um sentimento me diz que vai acontecer”, reconhece o publicitário, que cita AC/DC, Shakira, Ivete Sangalo e Radiohead como alguns dos artistas que gostaria de escalar para o evento.


    Morando há dois anos em Madri, Roberto Medina está de passagem pelo Brasil e recebeu a reportagem do G1 no escritório da Artplan, no Rio, onde relembrou histórias, dificuldades e curiosidades sobre o Rock in Rio.

    G1 – Como surgiu a ideia de fazer um festival desse porte no Brasil?
    Roberto Medina —
    Foi uma maluquice. Não existia nada parecido, nem aqui nem lá fora, que pudesse servir de referência para o que gostaria de fazer. Foi pura intuição. Claro que não planejei nada sozinho. Tive uma equipe de outros malucos que me acompanharam. E, no momento em que topamos o desafio, fui aprendendo. Foram oito meses de trabalho lidando com dificuldades. Era uma época de transição entre o governo militar e a democracia, um momento em que a juventude queria ir para rua. Eu, como empresário de comunicação, achava que seria bom tentar ajudar nesse sentido, mostrar a cara do Brasil. O festival nasceu a partir disso. Eu estava iludido, apaixonado pela ideia.

    O Rock in Rio foi todo concebido em uma noite. Lembro de estar jantando em casa, inquieto. E, na manhã seguinte, a coisa toda já existia. E já se chamava Rock in Rio. Na manhã seguinte em que tive a idéia, cheguei à Artplan excitadíssimo com o projeto. Só que as pessoas não gostaram do nome. Diziam: “Vai colocar uma palavra americana no meio? Melhor que seja Rock no Rio”. E eu respondi: “Não estou perguntando a opinião de vocês. Estou apenas comunicando que vai se chamar assim” (risos). Só não fui demitido porque era o presidente da empresa (risos). Nem eu mesmo sei por que cismei com esse nome. Deviam ter pensando na época: “Pô, que cara excêntrico. Vai ficar um mês pensando nisso e depois vai esquecer”. Mas não esqueci. E outras pessoas foram se unindo a isso.

    Não sabia exatamente onde seria realizado, mas o lugar que queria estava claro na minha cabeça. Quando comecei a ver os terrenos, escolhi o local mais desaconselhável para erguer a Cidade do Rock. Era um terreno muito fundo, teríamos que aplaná-lo. E foi o que aconteceu: 55 mil caminhões de terra foram utilizados para colocar o local em condições. Nunca imaginei que o festival fosse receber 1,38 milhão de pessoas, que iria se transformar em um movimento nacional. Só tinha certeza que ia ser muito importante para a cidade do Rio de Janeiro.

    G1 — Como foram os dias que antecederam a abertura do festival em 1985?
    Medina —
    Foram de tensão e adrenalina. Vivi coisas muito interessantes. Mais ou menos um mês antes do início do festival, um rapazinho que vendia balas num sinal de trânsito da Lagoa Rodrigo de Freitas desejava “Feliz Rock in Rio!” para as pessoas que passavam por ali. Era época de Natal. Fiquei muito impressionado com aquilo. No primeiro dia de shows, fui acompanhado da minha ex-mulher à área VIP do festival, que era um lugar mais alto, destacado. Quando me dei conta, vi o pessoal do heavy metal fazendo aquele chifrinho característico com as mãos na minha direção. E como conheço muito pouco de rock pesado, perguntei para a minha assessora: “Eles estão me chamando de corno?” Aí ela me explicou aquela simbologia. E fiz o sinal de volta para eles (risos).

    Também no primeiro dia, as pessoas contratadas para vender ingressos abandonaram as bilheterias e correram para ver os shows. Quem acabou tendo que desempenhar essa função foram alguns dos meus amigos, meu motorista... Com os funcionários de uma rede de fast food, contratada para o evento, aconteceu a mesma coisa. Foi o caos completo. Mas conseguimos administrar aquilo, e foi muito emocionante.

    G1 — Quais os principais acertos e deslizes na realização das três edições do festival?
    Medina —
    Imaginar que você possa acertar com tantos artistas é loucura. Certamente a gente deve ter cometido erros de escalação. E um desses erros mais evidentes foi colocar o Erasmo Carlos no dia do heavy metal, em 1985. Ele ainda teve a infelicidade de começar o show com músicas pouco conhecidas. Foi realmente complicado. Outra coisa que me incomodou no primeiro Rock in Rio foi o som. O técnico que trabalhava no controle dava mais potência ao áudio das bandas internacionais do que das nacionais. Brigamos muito por causa disso. Porque as bandas brasileiras não tinham infraestrutura técnica para mexer naquele tipo de equipamento. Então, tinha que ser os estrangeiros mesmo. Essa era uma luta permanente.

    Em 1991, uma coisa que pessoalmente não gostei foi de ter realizado o evento no Maracanã. Tínhamos um elenco de primeiríssima, mas o estádio não é o lugar ideal para proporcionar este tipo experiência para o público. Tem que ser um lugar harmônico, com natureza, onde você possa se espalhar e visitar outros ambientes. Por mais que você tente arrumar aquele estádio, não vai funcionar.

    Já o Rock in Rio de 2001 superou minhas expectativas. A ideia das tendas e das outras atividades para entreter o público foi realizada de acordo com o conceito de diversidade que desenvolvemos, mas ficou melhor do que imaginei.

    G1 — De que forma o tipo de organização do Rock in Rio influenciou outros festivais, no Brasil e no mundo?
    Medina —
    Hoje, a equipe de som que faz o festival na Espanha e em Portugal é toda brasileira. Enquanto que foi uma dificuldade lidar com os técnicos americanos no primeiro Rock in Rio, hoje temos uma indústria nacional de som e iluminação formada. Aliás, já faz algum tempo que o Brasil é maioridade absoluta em estrutura técnica.

    O Rock in Rio é, acima de tudo, um grande projeto de comunicação. A gente se preocupa com os detalhes. Eu, por exemplo, proíbo as empresas terceirizadas de praticar um preço acima da realidade do mercado. Me preocupo com o trânsito. Isso não é normal nos festivais internacionais, que simplesmente montam um palco, colocam uma banda para tocar e vendem ingressos. Lá fora, o respeito ao consumidor é zero. O que eles vendem direito é a banda. É isso o que existe no mundo.

    Acho que isso acontece porque a cabeça das pessoas do ramo é de contratante de artistas, vendedores de ingressos. Não são publicitários. Eu faço isso também, mas sou de comunicação. Sei dos gastos, retornos, benefícios e alternativas. É uma visão que os caras que estão nesse meio não têm.

    G1 — Ivete Sangalo em Madri. O que houve com o “rock” e com o “Rio”?
    Medina —
    Tivemos a sorte de desenvolver uma marca que ultrapassou um festival realizado há 25 anos e que virou produto de exportação. Estamos acostumados a ser importadores. Acho que essa é a primeira vez que o Brasil exporta uma marca. E isso é ótimo. Ainda acho que a marca vai chegar aos Estados Unidos, à China... Pode até não ser através de mim, mas seria uma grande burrice esta trajetória não ganhar o mundo.

    Quanto à escalação dos artistas, há uma visão distorcida do Rock in Rio. Já na primeira edição tivemos uma grande variedade de gêneros: Elba Ramalho, George Benson, Al Jarreau, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Gilberto Gil. Além do mais, em 1985, não tínhamos tantas bandas de rock assim. Então, precisávamos preencher a programação com música brasileira. E ai entrou a música popular brasileira. O rock era apenas uma bandeira de comportamento. Um evento deste tamanho tem que ter a participação de uma enorme quantidade de pessoas. Para que isso aconteça, precisamos ser ecléticos. Senão, a conta não fecha. O Rock in Rio nunca foi um evento só de rock. E acho que as pessoas já entenderam isso.

    Vejo o futuro do Rock in Rio também com uma tenda de jazz. Algo pequeno, com capacidade para mil pessoas. Os espanhóis não curtem muito. Em Portugal, menos ainda. Mas, aqui no Brasil, existe esse universo. Dentro desse contexto, digo mais: se pudesse fazer um dia só para crianças, eu faria. Minha principal atração seria Hannah Montana. E ela não iria para as tendas não, e sim para o palco principal.

    G1 — O que você acha da política de preços de ingressos praticada hoje no Brasil?
    Medina —
    Confesso que não sei como está se praticando o preço de ingressos aqui no Brasil. Tenho algumas informações, mas a sensação que eu tenho é que o valor está um pouco alto. O preço era baixo demais em 2001. Não existia competitividade com o mercado externo. Agora, ficou alto demais. Por causa da meia-entrada, dobra-se o preço do ingresso para que o valor com desconto seja equivalente ao preço cheio. Isso é um absurdo. Acho a legislação errada. Claro que deve existir um privilégio, uma vantagem para os estudantes. Mas no Brasil isso acontece de forma estranha. Muita gente tem a carteira. E os preços acabam dobrados.

    G1 — Quando teremos um novo Rock in Rio no Brasil?
    Medina —
    Tinha pensado em voltar com o festival em 2014, ano em que a Copa do Mundo será realizada no Brasil, mas agora acho que pode acontecer no final de 2011. Tomei essa decisão há um mês. Agora que visitei a cidade, fiquei com mais vontade ainda. Porque eu amo o Rio de Janeiro. Tenho um sentimento, uma intuição de que vamos voltar a realizar o festival aqui.

    Dentro disso, uma das coisas que conversei com as autoridades daqui, nesta minha vinda ao Brasil, é que elas pensem na possibilidade de criar uma infraestrutura, não exclusivamente para atender o Rock in Rio, mas onde seja permitido reunir 100, 120 mil pessoas com segurança e conforto. Passei essa bola para as autoridades públicas competentes. Afirmaram que isso será estudado. Se encontrarem uma fórmula viável, o Rock in Rio vai voltar.

    G1 — O que estaria faltando para que a realização desse novo festival se concretizasse no próximo ano?
    Medina —
    Exatamente isso: um espaço público. É preciso que o governo encontre um espaço, não só para o Rock in Rio, mas para outros eventos desse porte. Basicamente é isso. Porque essa não é tarefa para os empresários. Uma cidade com o equipamento urbano que tem o Rio de Janeiro deve ter obrigatoriamente um espaço para isso. Acho que não haveria grandes dificuldades de o município se mobilizar nessa direção. Já conversei com o prefeito Eduardo Paes e ele está pensando no assunto. Porque acho que ele também tem consciência disso. E no dia em que tivermos um local aberto, bonito e cheio de verde, vamos fazer frente a qualquer lugar do mundo. É difícil, mas acho que com a chegada das Olimpíadas, em 2016, isso certamente vai acontecer. Não sei exatamente quando e onde. Hoje é um problema para o Brasil abrigar grandes eventos. Tem que existir uma solução adequada para isso.

    G1 — Que atrações você sonha em trazer para esse próximo Rock in Rio?
    Medina —
    Não pensei nisso ainda, pois essa ideia ainda é muito nova. O primeiro passo é discutir um pouco com as autoridades, o que eu já fiz. Se isso criar corpo, uma coisa que eu gostaria de ter no conteúdo do festival é a diversidade. Ter uma tenda eletrônica, uma roda gigante, uma área dedicada a atividades mais radicais, uma tenda de jazz... Se puder, quero ser mais abrangente ainda. Mas, se tivesse que montar um elenco hoje, faria de novo em cima dessa ideia de dias temáticos. Para o dia infantil, Hannah Montana e Tokio Hotel. Para o dia de heavy metal, AC/DC. Para o dia pop, Shakira, Rihanna, Ivete Sangalo. Quem sabe Lady Gaga e Beyoncé. Talvez fizesse um dia com o Red Hot Chili Peppers e o Radiohead. E outro mais clássico, não sei se com o Neil Young outra vez. Bem, quatro dias já estariam praticamente resolvidos (risos). Entre as bandas brasileiras acho que o Capital Inicial não poderia faltar.

    Gostaria também de fazer uma grande festa eletrônica, uma espécie de rave com todos os DJs mais importantes do mundo, sem exceção. E isso é facílimo de conseguir. Seria um dia não convencional. Outra coisa muito legal seria juntar um artista de cada banda numa grande jam session. Um músico dos Paralamas, outro do Barão Vermelho, e assim por diante.

    G1 — Fazendo uma retrospectiva das edições brasileiras, quais momentos você considera mais marcantes?
    Medina —
    Quando abrimos os portões no primeiro dia do festival, em 1985. Lembro que as primeiras pessoas que entravam na Cidade do Rock, se atiravam no chão e beijavam a grama. Era uma cena inacreditável. Foi o primeiro grande momento. Depois, o show do James Taylor, na mesma edição. Tinha uma lua linda no céu, ele estava emocionadíssimo. Aquilo me tocou muito. E o primeiro dia do Rock in Rio de 2001, em que tivemos três minutos de silêncio simbolizando o desejo de paz. Diversas emissoras de rádio e TV em todo o país suspenderam a programação durante o período de silêncio. Tínhamos uma orquestra sinfônica, Gilberto Gil e Milton Nascimento juntos no palco, além de aviões cruzando os céu. Inesquecível.


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    Trabalhe sossegado!!!

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    Perfeito!!!
    Adorei a idéia!!!
    Melhor ainda se tiver uma casa com uma área verde considerável, trabalhar sem ninguém para interromper, com uma visão magnífica, e tudo à mão!


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